Sex, 03 de Setembro de 2010 09:35
Os rizicultores brasileiros apostam na recuperação do setor e ampliam a área de cultivo de arroz para a temporada 2010/2011
Os rizicultores brasileiros apostam na recuperação do setor e ampliam a área de cultivo de arroz para a temporada 2010/2011. A produção nacional, de acordo com levantamento da Safras & Mercado, deve avançar 13%. No Rio Grande do Sul, maior estado produtor, é estimado um aumento de 22% no volume produzido e 10% no número de hectares. O clima atual e a água disponível no estado são as molas propulsoras para a elevação. "É uma tendência de recuperação em relação às perdas devido ao clima em 2009", afirma Élcio Bento, analista de mercado da Safras.
Dados da Safras apontam ainda uma produção no Brasil de 13,07 milhões de toneladas de arroz - só os gaúchos devem responder por 8,4 milhões de toneladas. Em 2009, o Rio Grande do Sul colheu 6,88 milhões de toneladas de arroz, queda de 13% ante a temporada 2008/2009.
Segundo o analista, 2010 mesmo sendo o ano de La Niña, apresenta melhores condições para o cultivo do grão. Tanto que a incerteza quanto ao fenômeno climático fez com que o agricultor gaúcho antecipasse o plantio. "Em 2009, o custo de produção aumentou por causa da necessidade de mais uso de defensivos."
Para Maurício Fischer, presidente do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), o cultivo no estado começou agora para evitar irrigação, o que aumenta o custo ao agricultor. "No ano passado, o produtor teve muitos prejuízos."
Para Francisco Schardong, presidente da comissão do arroz e primeiro diretor administrativo da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), se o rizicultor não estivesse tão endividado, talvez deixasse a cultura. "Hoje, 60% da lavoura são arrendados. O agricultor não tem alternativa", afirma, lembrando que na área com água no estado a única opção é cultivar arroz. "A água acaba por ser o regulador da intenção de plantio", completa.
Segundo Schardong, além dos reservatórios que já estão cheios, o governo federal estaria finalizando a construção de mais duas barragens no estado. O que proporcionaria um aumento de 30 mil hectares para a cultura.
No entanto, as cotações do cereal no mercado interno não estão atrativas ao rizicultor. O mês de agosto encerrou com queda de 2,28% nos preços. A diminuição teria ocorrido pela baixa demanda por parte da indústria. O indicador do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou dezembro com preço médio de R$ 26,82 para a saca de 50 quilos na indústria. De 23 a 30 de agosto, a queda chegou a ser de 1,54%. No dia 31 do mês passado, a saca de arroz estava cotada a US$ 15,29.
De acordo com Bento, neste ano comercial, os valores do arroz deveriam estar altos, devido ao abastecimento apertado em todo o Mercosul. "Mas por enquanto os preços no mercado externo estão baixos, e se o preço subir aqui, a indústria vai buscar arroz lá fora", afirma o analista de Safras & Mercado.
Bento lembra ainda que, por outro lado, se as cotações externas do arroz não subirem, no Brasil, poderá ocorrer concentração do grão, achatando ainda mais os preços do produto.
Exportação
Segundo Fischer, para que o País consiga escoar parte da produção no mercado externo seria necessário apoio do governo federal no que se refere a tarifações. "Não somos competitivos. O governo deveria desonerar o arroz do Brasil", afirma. Tanto que um engenho no Mato Grosso, de acordo com Bento, adquiriu recentemente o cereal do Paraguai, mesmo com a logística desfavorável.
O setor, que no Rio Grande do Sul, possui uma meta de embarcar pelo menos 10% da produção, quase atingiu esse percentual em 2009. Porém, para o analista, com a sobrevalorização do real, as metas de embarques não devem se realizar este ano, já que os preços no mercado internacional estão atrativos. (conforme o gráfico).
Estudo da Safras mostra que cerca de 80% do arroz embarcado é destinado à África. "E quase todo o volume parte do Rio Grande do Sul", explica. De acordo com Schardong, o Brasil exporta arroz para cinco continentes em 51 países. "Estamos nos esforçando para buscar mais mercado e bater nossa meta", finaliza Fischer.
Fonte: Portal do Agronegócio
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Sex, 03 de Setembro de 2010 09:32
A produção de milho surpreendeu até mesmo as entidades de pesquisa do Estado, que estimavam safra de 8,2 milhões de toneladas para este ano. Em seu último levantamento, o Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) atualizou os números da safra de milho para 8,6 milhões de toneladas, 4,87% a mais que o volume divulgado no mês de julho.
Face ao encerramento da colheita, foram revistos também os números de área e produtividade. A área antes estimada em 2 milhões de hectares aumentou para 2,01 milhões de hectares, com a região Norte respondendo pelo maior incremento do cultivo. Em 2009, a área semeada em Mato Grosso foi 20% menor.
A média final de produtividade foi revista para 4,330 mil quilos (72,2 sacas por hectare), volume 4,95% maior que no mês anterior. A região Médio Norte é recordista de produtividade, com média de 73,3 sacas/ha. Já os municípios que apresentaram o maior rendimento por hectare foram Sorriso e Lucas do Rio Verde, com 80 sacas.
O programa de auxílio à comercialização da Conab (companhia Nacional de Abastecimento) facilitou a venda de 7,02 milhões de toneladas de milho no Estado.
Estima-se que 1,5 milhão de toneladas ficaram descobertos, o que representa 18% da produção mato-grossense. De janeiro a agosto deste ano, os preços do milho em Mato Grosso oscilaram fortemente, e depois de em algumas regiões caírem para os menores patamares do ano, no mês de julho voltaram a se recuperar. O preço médio da saca de milho em agosto ficou em R$ 8,78, representando um aumento de 13% em relação ao mês anterior.
Em Primavera do Leste, o preço médio mensal da saca de milho, até o momento está na casa de R$ 9,51/saca, incremento de 21% em relação ao mês de julho. Enquanto isso, no Médio Norte os compradores de Nova Mutum indicaram uma média de R$ 7,89/sacas. Em ambos os municípios, em agosto os preços estão próximos do valor de junho.
EMBARQUES - No mês de julho, foram embarcados 270 mil toneladas de milho, o maior volume exportado no mesmo período dos últimos três anos.
O milho foi exportado por três principais rotas de escoamento. Pelo porto de Santos saíram 214 mil toneladas. Foi o principal porto com maior participação nas exportações de Mato Grosso, com 79,4%.
Na segunda colocação vem o porto de Paranaguá, que embarcou 55 mil toneladas de milho, representando 20,5% do volume total e, por último, Assis (Santa Catarina), que exportou 354 toneladas, um número pequeno, porém nos sete meses deste ano o porto só não foi uma opção de em dois meses.
Fonte: Diário de Cuiabá
Sex, 03 de Setembro de 2010 09:29
A revista britânica ‘The Economist’ traz em sua edição desta semana um editorial e um longo artigo sobre a agricultura no Brasil onde enumera os avanços feitos no cultivo de alimentos no país nas últimas décadas e diz que o mundo “deveria aprender com o Brasil” maneiras de evitar uma crise de alimentos.
Citando dados da FAO (agência da ONU para alimentação e agricultura) que apontam que a produção mundial de grãos terá que crescer 50% e a de carne terá que dobrar para suprir a demanda até 2050, a publicação afirma que o Brasil tem características que o tornam um produtor de alimentos de grande relevância nos próximos 40 anos.
Segundo a revista, mais impressionante que o fato de o país ter se tornado nas últimas décadas “o primeiro gigante tropical de agricultura”, ameaçando inclusive os maiores exportadores de alimentos do mundo, é a “maneira” como Brasil o fez.
“Estimulado em parte pelo medo de que não poderia importar suficientes alimentos (nos anos 1970), (o Brasil) decidiu expandir sua produção doméstica por meio de pesquisa científica, não subsídios. No lugar de proteger os fazendeiros da competição internacional – como a maior parte do mundo ainda faz – ele abriu seu mercado e deixou os fazendeiros ineficientes irem à falência”, diz a revista.
Alternativa - A ‘Economist’ afirma que, na contramão das recomendações dos “agropessimistas”, que defendem “pequenas propriedades com práticas orgânicas” e desdenham monoculturas, fertilizantes e alimentos geneticamente modificados, o progresso do Brasil na área foi baseado em grandes propriedades, “apoiado nas pesquisas da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e impulsionado por lavouras geneticamente modificadas”.
“O Brasil é uma alternativa clara à ideia crescente de que, na agricultura, o pequeno e o orgânico são mais bonitos.”
Segundo a revista, as técnicas que tornam a agricultura brasileira “magnificamente produtiva” podem ajudar ainda os países pobres da África e da Ásia.
“Os ingrediente básicos do sucesso do Brasil – pesquisa em agricultura, grandes fazendas, abertura de mercado e novas técnicas de agricultura – podem dar certo em qualquer lugar”, diz a ‘Economist’, que afirma ainda que se um sistema parecido for adotado na África, alimentar o mundo em 2050 não será tão difícil como parece ser agora.
Fonte: Diário de Cuiabá
Qui, 02 de Setembro de 2010 09:35
Os frigoríficos mato-grossenses encerraram o mês de julho com um volume de abates de 372 mil cabeças, registrando uma ligeira queda de 0,1% em relação ao mês anterior
Os frigoríficos mato-grossenses encerraram o mês de julho com um volume de abates de 372 mil cabeças, registrando uma ligeira queda de 0,1% em relação ao mês anterior. O mês de julho foi caracterizado pelo estreitamento das escalas de abates em algumas praças do Estado e pela dificuldade de aquisição de animais junto aos pecuaristas.
Levantamento do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agrícola) aponta que por mais um mês o abate de machos obteve incremento (2,5%) e, de fêmeas, recuo de 5,4%. Acompanhando o movimento visto nos meses passados, o abate de fêmeas obteve mais uma queda e, na comparação do acumulado de 2010, com o período de janeiro a julho em 2009, não registrou variação, respondendo por 37% do abate total de Mato Grosso.
No acumulado do ano, o abate de machos chegou a 1,69 milhão de animais, representando crescimento de 17%. Em relação ao acumulado do abate total, a variação de um ano para outro registrou alta de 10,30%. Apesar deste leve recuo, no comparativo com o ano passado os abates registram alta, principalmente quando se analisam os abates de machos.
EXPORTAÇÕES – Os números mostram a evolução dos valores das exportações de carne do Estado de Mato Grosso a partir de janeiro de 2009. Desde o início do ano verificam-se aumentos sucessivos nas cifras geradas pelas exportações mato-grossenses. Neste sentido, no mês de julho se observou um valor de U$S 73,05 milhões, e uma média mensal de R$ 1,77 equivalendo a US$ 1.
Esse valor foi superior em 3,36% na relação com junho, e a taxa de câmbio obteve nesse mesmo período uma leve queda de R$ 0,04, sendo a menor taxa registrada desde o início do ano. Apesar deste recuo na taxa, nota-se durante os quatro últimos meses um crescimento considerável na movimentação financeira das exportações. Esta melhora pode ser explicada pela combinação de dois fatores: a valorização do preço da carne no mercado internacional e a alta do volume exportado.
No mês de julho a taxa de utilização da capacidade industrial total, a qual leva em consideração a estrutura de todas as plantas frigoríficas do Estado, apresentou queda de 2,6% em relação ao mês anterior, registrando 38,2%. Já a utilização da capacidade efetiva, que abrange apenas a plantas em operação no Estado apresentou um recuo maior, 6%, no mesmo período, ficando em 87,13%.
As grandes responsáveis por essa queda na utilização total são as regiões Sudeste e Nordeste, que obtiveram queda de 25,4% e 42,4%, respectivamente. A região Médio-Norte teve acréscimo de 65,4%, segurando a queda observada de junho para julho. Apesar da volta da operação de alguns frigoríficos, a taxa de utilização caiu devido ao decréscimo do abate visto em regiões com grande capacidade de abate instalada.
Cotação - O boi gordo mato-grossense comercializado iniciou a semana com o preço médio de R$ 78,28/arroba à vista, registrando uma alta de R$ 2,03/arroba, com variação de 2,66% em relação à semana anterior. Seguindo o mesmo ritmo, a vaca gorda terminou sendo negociada a R$ 72,38/arroba à vista, registrando valorização de 2,64% em relação à semana passada.
O mercado de reposição registrou avanço nos preços comparado ao mês anterior e com o mesmo mês do ano anterior. Em relação a julho, o boi magro (12 arrobas) foi o animal que apresentou a maior evolução, com 0,9%, seguido da novilha 18 meses (8,5 arroba) com 0,8%. A bezerra 12 meses (6 arrobas) foi à a única a obter uma ligeira redução: 0,1%.
Ao analisar a variação ocorrida no ano, a vaca magra (10,5 arrobas) demonstrou a maior evolução, ficando com 7,5%, seguido da novilha 18 meses (8,5 arrobas) com 7,4% e o bezerro 8 meses (5,5 arrobas) de 7,2%. A valorização no gado de reposição deve-se ao reaquecimento do mercado da bovinocultura este ano, que foi intensificada em agosto em decorrência da forte seca que atinge algumas regiões do Estado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Qui, 02 de Setembro de 2010 09:30
Os insumos respondem por mais de 70% dos custos operacionais para a produção em MT
Plantar algodão na safra 09/10, em Mato Grosso, foi mais barato no município de Sorriso (420 Km ao Médio Norte de Cuiabá). De acordo com levantamento divulgado ontem pelo Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária), a região registrou o custo de produção mais baixo para o plantio de algodão no Estado, estimado em R$ 2,759 mil por hectare. O custo operacional leva em conta os insumos (sementes, fertilizantes e defensivos) e operações agrícolas (mão-de-obra, preparo do solo, adubação e semeadura, aplicações de defensivos, aplicação aérea, capina, colheita e manejo pós-colheita).
A região com o segundo melhor custo de produção para o cultivo da pluma no Estado foi o Sudeste, representado pelo município de Campo Verde (131 Km de Cuiabá), que encerrou a safra com custo estimado de R$ 3,004 mil por hectare.
O Oeste, representado por Sapezal (480 Km de Cuiabá), registrou custo operacional de R$ 3,108 mil.
Os insumos respondem por mais de 70% dos custos operacionais para a produção do algodão em Mato Grosso. No caso do Médio Norte, os gastos dos produtores com insumos para o plantio de 1 hectare de algodão na safra 09/10 foi de R$ 1,964, equivalente a 71% do custo operacional. Já o item “operações agrícolas” absorveu R$ 795,13 dos recursos dos produtores.
Na região Sudeste, os produtores desembolsaram R$ 2,240 mil para o pagamento de insumos (correspondendo a 74% do custo operacional total) e, R$ 764, para as operações agrícolas.
Região com custo de produção mais elevado em Mato Grosso, o Oeste aplicou R$ 2,474 mil em insumos, o equivalente a 79% do valor bruto do custo operacional em 1 hectare de algodão. Já as operações agrícolas responderam por R$ 634.
Ainda no item insumos, os menores desembolsos com aquisição de sementes foram registradas em Sapezal (R$ 96,39/hectare), seguido de Campo Verde (R$ 109) e, Sorriso, R$ 110. Preços melhores em Campo Verde podem estar diretamente ligados à questão do frete, por se localizar em região mais próxima dos fornecedores.
Quando o assunto é fertilizante, a região de Sorriso se destaca com os menores custos por hectare (R$ 789), acompanhado de longe por Campo Verde (R$ 1,098 mil/ha) e, Sapezal, R$ 1,344 mil/ha. De acordo com os especialistas, o menor custo de fertilizante está associado à melhor qualidade da terra, que requer menos investimentos em adubos e tecnologia.
Já os custos com defensivos agrícolas (fungicidas, herbicidas e inseticidas) ficaram praticamente “empatados” nas três regiões avaliadas pelo Imea. O menor custo foi registrado em Campo Verde, onde os produtores desembolsaram R$ 10,32 mil para fazer o controle de ervas, doenças e pragas daninhas em 1 hectare de lavoura. Em Sapezal, o custo foi de R$ 1,034 mil/ha e, em Sorriso, R$ 1,064 mil/ha.
CUSTO TOTAL – O Médio Norte apresentou o melhor custo de produção para o produtor na somatória de todas as despesas e encargos. O “custo total”, formado pela soma do custo operacional, “outros custos” (assistência técnica, transporta da produção, armazenagem e beneficiamento, impostos, seguros, financiamentos e custos administrativos) e “custos fixos” (depreciação de máquinas e equipamentos e custo da terra) foi de R$ 4,235 mil na região de Sorriso (Médio Norte), R$ 4.810 mil em Sapezal (região Oeste) e, R$ 4.878 mil, em Campo Verde (Sudeste).
O item “outros custos” fechou a safra 09/10 em R$ 966 em Sorriso, R$ 980 em Sapezal e R$ 1,097 mil em Campo Verde.
Já os desembolsos com os custos fixos somaram R$ 509 em Sorriso, R$ 721 em Sapezal e, R$ 777, na região de Campo Verde.
Fonte: Diário de Cuiabá
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